"A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada." - Lya Luft
O ditado pode ser realizado com as palavras da cruzadinha ou outras com o mesmo início de letras...
Auto-DITADO... Entregar a folha com gravuras (desenhos) e os alunos devem escrever o nome de cada desenho (gravura) ...Não ESQUECER de estipular um tempo para a atividade (Ex: 60segundos)...
Auto- DITADO ( as letras iniciais formam o ALFABETO)...
O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.
- Como, escolher?
- No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.
Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.
- Essa está bonita... - disse o garçom.
- Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.
- Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela.
A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.
- Vai essa doutor? Ela parece que está pedindo...
Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo.
Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua - pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. Havia toda uma engrenagem montada para afastar você do remorso. As galinhas vinham já esquartejadas, suas partes acondicionadas em bandejas congeladas, nada mais distante da sua responsabilidade. Os peixes jaziam expostos no gelo, com os olhos abertos mas sem vida. Exatamente, olhos de peixe morto. Mas você não decretara a morte deles. Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. Não via o sangue. De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.
- Vai essa, doutor? - insistiu o garçom.
- Não sei. Eu...
- Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer ''Me come''.
O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. Ele estava delirando ou aquele olhar era de desafio?
- Vamos - estava dizendo a truta. - Pelo menos uma vez na vida, seja decidido.
Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. A decisão é sua. Eu não decido nada. Sou apenas um peixe, com cérebro de peixe. Não escolhi estar neste tanque. Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. A minha e a sua. Você é um ser humano, um ente moral, com discernimento e consciência. Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. Você tem uma biografia para decidir. A minha. Agora. Depois pode decidir a sua, se gostar da experiência. O que não pode é continuar se escondendo da vida, e....
- Vai essa mesmo, doutor? - quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.
- Não - disse o homem. - Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.
E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:
- Esses camarões estão vivos?
- Não, doutor. Os camarões estão mortos.
- Pode trazer.
1.Fui chamado ao telefone. Era o chefe de escritório de meu irmão:
2.– Recebi, de Belo Horizonte, um recado dele para o senhor. É uma mensagem meio esquisita, com vários itens, convém tomar nota. O senhor tem um lápis aí?
3.– Tenho. Pode começar.
4.– Então lá vai. Primeiro: minha mãe precisa de uma nora.
5.– Precisa de quê?
6.– De uma nora.
7.– Que história é essa?
8.– Eu estou dizendo ao senhor que é um recado meio esquisito. Posso continuar?
9.- Continue.
10.– Segundo: pobre vive de teimoso. Terceiro: não chora, morena, que eu volto.
11.– Isso é alguma brincadeira.
12.– Não é não. Estou repetindo o que ele escreveu. Tem mais. Quarto: sou amarelo, mas não opilado. Tomou nota?
13.– Mas não opilado – repeti, tomando nota. – Que diabo ele pretende com isso?
14.– Não sei não senhor. Mandou transmitir o recado, estou transmitindo.
15. – Mas você há de concordar comigo que é um recado meio esquisito.
16. – Foi o que eu preveni ao senhor. E tem mais. Quinto: não sou colgate, mas ando na boca de muita gente. Sexto: poeira é a minha penicilina. Sétimo: carona, só de saia. Oitavo…
17.– Chega! – protestei estupefato. – Não vou ficar aqui tomando nota disso, feito idiota.
18.- Deve ser carta em código, ou coisa parecida – e ele vacilou: Estou dizendo ao senhor que também não entendi, mas enfim… Posso continuar?
19.– Continua. Falta muito?
20.– Não, está acabando: são doze. Oitavo: vou, mas volto. Nono: chega à janela, morena. Décimo: quem fala de mim tem mágoa. Décimo primeiro: não sou pipoca mas também dou meus pulinhos.
21.– Não tem dúvida, ficou maluco.
22.– Maluco não digo, mas como o senhor mesmo disse, a gente até fica com ar meio idiota… Está acabando, só falta um. Décimo segundo: Deus, eu e o Rocha.
23.– Que Rocha?
24.– Não sei. É capaz de ser a assinatura.
25.– Meu irmão não se chama Rocha, essa é boa!
26.– É, mas que foi ele que mandou, isso foi.
27.Desliguei, atônito, fui até refrescar o rosto com água, para poder pensar melhor. Só então me lembrei. Haviam-me encomendado uma crônica sobre essas frases que os motoristas costumam pintar, como lema, à frente dos caminhões . Meu irmão, que é engenheiro e viaja sempre pelo interior fiscalizando obras, prometera ajudar-me, recolhendo em suas andanças farto e variado material. E ele viajou, o tempo passou, acabei esquecendo completamente do trato, na suposição de que o mesmo lhe acontecera.
28. Agora, o material ali estava. Era só fazer a crônica. Deus, eu e o Rocha! Tudo explicado! Rocha era o motorista, Deus era Deus mesmo, e eu, o caminhão.
I – Marque com um X o sinônimo da palavra ou expressão destacada.
1. Em: “É uma mensagem meio esquisita, com vários itens, convém tomar nota…”(par. 2). A expressão em negrito pode ser substituída por:
II – Marque com um X a alternativa correta de acordo com o texto.
20. O nome da crônica está ligado a uma frase enunciada pelo:
a.( ) moço do escritório b.( ) narrador c.( ) irmão do narrador d.( ) motorista de caminhão
21. O rapaz do escritório, não tendo entendido a mensagem, refere-se a ela como sendo:
a.( ) um recado maluco b.( ) um recado confuso e longo c.( ) uma brincadeira esquisita d.( ) uma carta interessante
22. Ao dizer: “Isso é alguma brincadeira” (par. 11), o narrador está pensando que:
a.( ) estão querendo zombar dele b.( ) seu irmão ficou maluco c.( ) a mensagem é divertida d.( ) o recado não é para ele
23. A palavra opilado refere-se à pessoa doente de opilação – doença provocada por uma espécie de parasita que se aloja no intestino e se alimenta de sangue, provocando, na pessoa doente, uma cor amarelada. A opilação é conhecida popularmente entre outros nomes, como amarelão. Na frase: “Sou amarelo, mas não opilado…”(par. 12) pode-se entender essa afirmação como:
a.( ) minha doença não é amarelão b.( ) minha cor amarela não é sinal de amarelão
c.( ) minha cor não é tão forte quando a cor do amarelão d.( ) minha cor lembra a cor do amarelão
24. Na frase: “Não sou colgate, mas ando na boca de muita gente” (par. 16) a expressão em negrito pode ser entendida como:
a.( ) Não sou famoso b.( ) Não sou fofoqueiro c.( ) Não sou pasta de dentes d.( ) Não sou dentista
25. “Poeira é a minha penicilina” (par. 16) é uma das frases que o irmão do narrador anotou de pára-choques de caminhões. Em relação ao motorista que a usou como lema, podemos pensar que ela quer dizer:
a.( ) A poeira me causa alergia b.( ) Não me incomodo com a poeira
c.( ) Em mim, a poeira age como um tipo de remédio d.( ) A poeira é uma espécie de companheira de viagens
26. Quando o moço do escritório diz:”…dever ser carta em código…” (par. 18), percebemos que ele:
a.( ) pensa que a mensagem é uma brincadeira do irmão do narrador b.( ) considera a mensagem muito difícil para ele
c.( ) não gostou da mensagem d.( ) pensa que a mensagem só pode ser entendida por pessoas que conheçam a linguagem usada
III – Responda:
27. Após receber o recado, como se sentiu o narrador, o que fez e para que o fez? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________
28. O narrador queria pensar melhor sobre o quê e para quê?________________________________________________________________________________________________________________________________________
29. Ao dizer, no final do texto, que seu irmão havia prometido conseguir “farto e variado material” (par. 27), a que material se refere o narrador e a que se destinava esse material?
30. A que se refere o narrador ao dizer “Tudo explicado” (par. 28) e o que lhe foi explicado?_____________________________________________________________
I – 1. c 2. D 3. A 4. A 5. B 6. C 7. C 8. D 9. D 10. A 11. B 12. C 13. a 14. B 15. B 16. D 17. C 18. B 19. A
II – 20. A 21. B 22. A 23. B 24. C 25. c 26. D
As respostas das questões 27 a 30 poderão ter sido dadas com outras palavras. O importante é ter mantido a ideia que o texto apresenta.
III – 27. Após receber o recado, o narrador sentiu-se confuso, atordoado, e procurou refrescar o rosto com água fria para aclarar as ideias.
28. O narrador queria pensar melhor no recado recebido para ver se compreendia o que o irmão lhe queria dizer com o recado.
29. O narrador refere-se às frases comumente encontradas em parachoques de caminhões que o irmão lhe prometera conseguir e que lhe serviriam para escrever a crônica encomendada.
30. O narrador refere-se à compreensão da mensagem toda e, em especial, da frase “Deus, eu e o Rocha”, uma vez que ele pode entender que “eu” era o caminhão e “Rocha”, o nome do motorista.
EXERCICIOS
1) Determine
a) O sucessor de 199
R: 200
b) o sucessor de 7.777
R:7.778
c) o sucessor de 1.005.000
R: 1.005.001
d) o sucessor de 7.777.779
R: 7.777.780
e) o sucessor de 4.060.999
R: 4.061.000
f) o antecessor de 399
R: 398
g) o antecessor de 6.666
R: 6.665
h) o antecessor de 50.000
R: 49.999
i) o antecessor de 6.084.000
R: 6.083.999
j) o antecessor de 1.000.000
R: 999.999
2) Adicione
a) 137 com o seu sucessor
R: 137 + 138 = 275
b) 298 com o seus antecessor
R: 297 + 298 = 595
3) Pense em todos os números naturais que se escreve com dois algarismos
a) Quantos são pares?
R: 45
b) Quantos são ímpares?
R: 45
PROBLEMAS:
1) Determine a soma do número 273 com o seu sucessor
R: 547
2) Um objeto custa R$ 415.720,00. O comprador terá ainda R$ 28.912,00 de despesa de frete. Quanto o comprador vai pagar?
R: 444632
3) Ao receber o meu salário paguei R$ 437,12 de aluguel, R$ 68,14 de impostos. R$ 1.089,67 de gastos com alimentação e ainda me sobraram R$ 749,18. Quanto recebi de salário?
R: 2344,11
4) Um menino estuda 2 horas e 45 minutos pela manhã e 4 horas e 30 minutos à tarde. Quantos minutos estuda diariamente?
R: 435 min
5) Um automóvel passou pelo quilômetro 435 de uma rodovia. Ele ainda deverá percorrer 298 quilômetros até chegar ao seu destino. Quantos quilômetros da estrada vai percorrer para chegar ao destino?
R: 733
6) Em 1990 o Brasil vendeu para o exterior 283.356 veículos e, em 1991, essa venda foi de 345.760 veículos. Quantos veículos o Brasil vendeu para o exterior nesses dois anos?
R: 629.116
7) Uma empresa tem sede em Porto Alegre e filiais em outros estados. Na sede trabalham 316 pessoas e nas filiais 1098 pessoas. Quantas pessoas trabalham nessa empresa?
R: 1.414
8) Em um condomínio, há 675 lotes já vendidos e 1095 lotes para vender. Quantos lotes de terreno há nesse condomínio?
R: 1770
9) Uma escola funciona em dois turnos. No turno matutino há 1407 alunos e no turno vespertino há 1825 alunos. Quantos alunos estudam nessa escola?
R: 3232
10) Uma empresa produziu no primeiro trismestre 6905 peças. no segundo trimestre, a mesma empresa produziu 795 peças a mais que no primeiro trimestre. Nessas condições:
a) Quantas peças a empresa produziu no segundo trimestre?
R: 7670
b) Quantas peças a empresa produziu no semestre?
R: 14575
11) Matheus comprou um aparelho de som por 635 reais e as caixas de som por 128 reais. Tendo pago 12 reais pela instalação, qual a quantia que ele gastou ?
R: 775
12) De acordo com o censo realizado em 1991, o estado da Paraíba tem 1.546.042 homens e 1.654.578 mulheres. Qual é a população da Paraíba segundo esse censo?
R: 3.200.620
A leitura das medidas de comprimentos pode ser efetuada com o auxílio do quadro de unidades. Exemplos: Leia a seguinte medida: 15,048 m.
Seqüência prática
1º) Escrever o quadro de unidades:
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
2º) Colocar o número no quadro de unidades, localizando o último algarismo da parte inteira sob a sua respectiva.
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
1
5,
0
4
8
3º) Ler a parte inteira acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte decimal acompanhada da unidade de medida do último algarismo da mesma.
15 metros e 48 milímetros
Outros exemplos:
6,07 km
lê-se "seis quilômetros e sete decâmetros"
82,107 dam
lê-se "oitenta e dois decâmetros e cento e sete centímetros".
0,003 m
lê-se "três milímetros".
Transformação de Unidades
Observe as seguintes transformações:
Transforme 16,584hm em m.
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
Para transformar hm em m (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
16,584 x 100 = 1.658,4
Ou seja:
16,584hm = 1.658,4m
MEDIDAS DE COMPRIMENTO
Para medirmos comprimento, usamos como unidade o metro, que representamos pelo símbolo m (lê-se metro).
Medidas maiores que o metro
1000 m = 1 km (quilometro)
100 m = 1 (hectômetro)
10 m = 1 dam (decâmetro)
Medidas menores que o metro
1 m = 10 dm (decímetro)
1 m = 100 cm (centímetro)
1 m = 1000 mm ( milímetro)
Não se esqueça: Os símbolos são escritos com letras minúsculas, sem ponto e sem s para indicar o plural.MUDANÇAS DE UNIDADES
Cada unidade de comprimento é 10 vezes maior que a unidade imediatamente infeior.
km -----hm-----dam-----m------dm------cm-----mm
A mudança de unidade se faz com o deslocamento da vírgula para a direita ou esquerda. Exemplos
a) Transformar 5,473 km em metros:
5,473 Km = ( 5,473 x 1000) m = 5473 m
b) Transformar 0,082 hm em metros:
0,082 hm = (0,082 x 100 ) m = 8,2 m
c) transformar 70 cm em metros:
70 cm = ( 70 : 100 ) m = 0,70 m
d) Transformar 92,8 dm em metro:
92,8 dm = ( 92,8 : 10 ) m = 9,28 m
EXERCÍCIOS
1) Transforme em metros:
a) 7 Km (R: 7000 m)
b) 3,4 km (R: 3400 m)
c) 8,16 km (R: 8160 m)
d) 4 dam (R: 40 m)
e) 6,8 hm (R:680m)
f) 0,3 km (R: 300 m)
g) 39 dm (R: 3,9 m)
h) 98,7 dm (R: 9,87 m)
i) 746,3 cm (R: 7,463 m)
j) 59,4 cm (R: 0,594 m)
l) 43,8 dm (R: 4,38 m)
m) 380 mm (R: 0,380m) 2) Faça a conversão de:
a) 7,3 km em m (R: 7300 m)
b) 8,9 m em cm (R:890 cm)
c) 74 dm em cm (R: 740 cm)
d) 2,3 cm em mm (R: 23 mm)
e) 681 cm em dm (R: 68,1 dm)
f) 4786 m em km (R: 4,786 km)
g) 836 cm em dm (R: 83,6 dm)
h) 2,73 dm em cm (R: 27,3 cm)
i) 154 cm em m (R: 1,54 m)
j) 0,94 m em cm (R: 94 cm)
l) 0,81 cm em dm (R: 0,081 dm)
m) 3,97 cm em m (R: 0,0397 m)
Entre os substantivos, há os que indicam um conjunto de seres ou coisas da mesma espécie. São chamados de substantivos coletivos.
Veja os exemplos:
a) O álbum continha fotografias antigas.
b) A boiada passou pela estrada.
c) A multidão avançou contra a polícia.
Os substantivos sublinhados designam um conjunto de seres da mesma espécie:
Álbum – conjunto de fotografias, de selos
boiada – conjunto de bois
multidão – conjunto de pessoas
Geralmente, o substantivo coletivo dispensa a enunciação da coisa ou seres a que se refere. No entanto, quando sua significação é usada para várias espécies de seres, devemos nomear o ser a que se refere.
Exemplo: Uma junta de boi seguia pela estrada. A junta médica examinou o doente.
Nos exemplos, o coletivo junta está acompanhado do ser a que se refere porque é usado para indicar conjunto de seres diferentes.
Há casos em que, também, se nomeia o ser a que se refere o substantivo coletivo, mesmo que ele apenas exista em função deste ser. É quando nossa intenção é realçar um determinado tipo dentro da espécie.
Exemplo:
Um enxame atacou as pessoas que estavam no campo.
Um enxame de abelhas africanas atacou as pessoas que estavam no campo.
Na 1a frase, nos referimos à abelhas, apenas. Na 2a. nos referimos a um determinado tipo dentro da espécie abelha.
A seguir, apresentamos substantivos coletivos mais usados:
SUBSTANTIVOS COLETIVOS
SÃO CONJUNTOS DE:
Álbum
Alcatéia
Arquipélago
Arvoredo
Atlas
Assembléia
Bagagem
Banda
Bando
Biblioteca
Boiada
banca
Cacho
Clero
Cáfila
Cambada
Cancioneiro
Caravana
Cardume
Congregação
Corja
cordilheira
coro
Código
Choldra
Chusma
Concílio
Conclave
Constelação
Década
enxame
Elenco
Enxoval
Esquadra, armada
Esquadrilha
Esquadrão
feixe
fauna
flora
frota
filmoteca
galeria
grosa
hinário
horda
junta
júri
legião
malta
magote
madeixa
manada
matilha
milênio
molho
ninhada
nuvem
orquestra
penca
quadrilha
ramalhete
rebanho
resma
réstia
repertório
século
súcia
tripulação
turba
tropa
turma
vara
Fotografias, selos
Lobos
Ilhas
Árvores
Mapas reunidos em livro
Deputados, senadores, professores
Objetos de viagem
Músicos
Aves, ciganos, malfeitores
Livros
Bois
examinadores
Uvas, banana,
Padres
Camelos
Malandros, caranguejo
Canções, poesias
Viajantes, estudantes, peregrinos
Peixes
Professores, religiosos
Vadios, ladrões
montanhas
Anjos, cantores
Leis
gente ordinária
gente, pessoas
bispos
cardeais para eleição do Papa
estrelas
Dez anos
Abelhas
Atores, artistas
Roupas
Navios de guerra
Aviões
Soldados
Lenha, capim
Animais de uma região
Plantas de uma região
Navios mercantes, ônibus
filmes
Quadros, estátuas
12 dúzias
hinos, música sacra
nômades, bandidos, invasores
Bois, médicos
Jurados
Soldados, demônios
desordeiros
pessoas
cabelos
Bois, elefantes
Cães de caça
Mil anos
chaves
Pintos, filhotes
Gafanhotos, insetos
Músicos
bananas
Assaltantes, malfeitores
Flores
carneiros, ovelhas
500 folhas de papel
cebola, alho
peças teatrais, músicas
cem anos
velhacos, desonestos
trabalhadores de navio ou avião
pessoas em desordem
cavalos, burros
alunos, trabalhadores
porcos
Exercícios
1. Reescreva as frases abaixo, substituindo a palavra em negrito, pelo substantivo coletivo correspondente, fazendo as alterações necessárias: